<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29557457</id><updated>2011-04-21T14:38:20.162-07:00</updated><title type='text'>Canto do Conto Secreto</title><subtitle type='html'>Pensamentos, Sentimentos, Atitudes e tudo o que nos rodeia e pode ser escrito numa combinação de meia-dúzia de palavras</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pipinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11399948822541567512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3TzLO6QSVYM/Si2HwyyHnuI/AAAAAAAAAMI/HrzZNPFIT6g/S220/pipa.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29557457.post-7743737020808206436</id><published>2007-05-09T19:14:00.000-07:00</published><updated>2007-05-09T20:28:45.735-07:00</updated><title type='text'>Princípio do Fim ou Princípio da Continuidade...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Levantei-me. A primeira coisa que fiz foi olhar para o meu tesouro, para a minha caixinha encarnada. De seguida enrolo-me novamente nos lençóis e começo a lembrar-me da história da vida do Sr. Francisco. Questionei-me sobre a mudança que me fez ao rever tal senhor. Sim, porque sofremos alterações sempre que alguém toca na nossa vida e nos faz pensar. Pensar duas vezes no que queremos, fazemos ou sentimos. Olhar para trás duas vezes e pensar no bom e no mau. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Descendo as escadas, observo o anjinho hindu e os macaquinhos da Guiné a sorrirem como se já soubessem de tudo o que me esperava. Como se me estivessem a segredar “tens de ser tu a fazer esta caminhada de descoberta”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;O mesmo ritual de sempre ao pequeno-almoço e só me apetecia novamente falar com o Sr. Francisco. Tentei mastigar o pão com manteiga o mais rápido possível. Tentei beber o leite com chocolate como se fosse um shot de uma porcaria qualquer. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;“A minha amiga voltou cá hoje!”. Sou recebida com entusiasmo. Tento perceber a razão de ser de tal percurso de vida. Começa a contar-me as histórias de infância. Órfão de pai, descreve-me a vida atribulada da mãe e a luta que tal senhora teve de fazer para o criar. “Não julgues que isto é como hoje! Tanta facilidade para tanta coisa, e esquecem-se de semear o mais importante ”. Descreve-me a união e a força que sentia, o amor que era gerado por pessoas que nada tinham para partilhar, a não ser os afectos. Falou-me da sua primeira namorada, a Jacinta. “Era um anjo. Os cabelos castanhos despenteados pelo vento enquanto corríamos de mãos dadas para o nosso lugar, deixavam com a sensação de que era a minha mulher para sempre! Amavamo-nos como se não houvesse amanhã!”. Passado uns anos estalou a guerra colonial e lá teve de ir para a Guiné. “Nem sabia o que fazer à minha vida!” Deixou para trás o seu amor. Deixou para trás tudo o que era mais valioso na sua vida. “Não havia dia nenhum, hora, minuto ou segundo que não pensasse nela, esperando por voltar, ansiando por tocar novamente na minha Jacinta”. “O dia do regresso foi o dia mais triste da minha vida. Só me lembro da minha mãe me dizer: Ela morreu querido.” “Tranquei-me no quarto dias e dias” “Senti que a minha vida tinha acabado.” “Apenas me podia consolar do pequeno papel que me entregaram mal me deram a notícia – Ela deixou isto para ti.” “Trago-o sempre comigo, é o meu talismã!”. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Olho, e mostra-me um papel amarelo e gasto pelo tempo. Lá, apenas constava um poema. &lt;/p&gt;    &lt;div style="text-align: center; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;pre&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Busque Amor novas artes, novo engenho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Pera matar-me, e novas esquivanças,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Que não pode tirar-me as esperanças,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Que mal me tirará o que eu não tenho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Olhai de que esperanças me mantenho!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Vede que perigosas seguranças!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Que não temo contrastes nem mudanças,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Andando em bravo mar, perdido o lenho.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;pre&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Mas, enquanto não pode haver desgosto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Onde esperança falta, lá me esconde&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Amor um mal, que mata e não se vê,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Que dias há que na alma me tem posto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Um não sei quê, que nasce não sei onde,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Vem não sei como e dói não sei porquê.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Luís Vaz de Camões&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Questionei-me se quando observamos o principio do fim, não será antes o princípio da continuidade.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29557457-7743737020808206436?l=cantinhodesegredos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/feeds/7743737020808206436/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29557457&amp;postID=7743737020808206436' title='41 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/7743737020808206436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/7743737020808206436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/2007/05/princpio-do-fim-ou-princpio-da.html' title='Princípio do Fim ou Princípio da Continuidade...'/><author><name>Pipinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11399948822541567512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3TzLO6QSVYM/Si2HwyyHnuI/AAAAAAAAAMI/HrzZNPFIT6g/S220/pipa.JPG'/></author><thr:total>41</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29557457.post-103878647158916978</id><published>2007-05-07T17:05:00.000-07:00</published><updated>2007-05-07T17:06:16.940-07:00</updated><title type='text'>Tudo a seu tempo. Tudo a seu lugar</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vagueio por sensações. Vagueio por percepções. Oscilo entre o tempestuoso e o tempestivo. Muita agitação em tempo oportuno. Muita calma num campo que me sinto sem forças. Força de lutar ou força de continuar. Força para desistir ou persistir. Tudo a seu tempo. Tudo a seu lugar. Esperar ou aguardar.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A fronteira entre o limitado e o ilimitado. A fronteira entre o dar e o receber. A fronteira entre o voluntário e involuntário. Entre o partir e o chegar. Tudo a seu tempo. Tudo a seu lugar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29557457-103878647158916978?l=cantinhodesegredos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/feeds/103878647158916978/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29557457&amp;postID=103878647158916978' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/103878647158916978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/103878647158916978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/2007/05/tudo-seu-tempo-tudo-seu-lugar.html' title='Tudo a seu tempo. Tudo a seu lugar'/><author><name>Pipinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11399948822541567512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3TzLO6QSVYM/Si2HwyyHnuI/AAAAAAAAAMI/HrzZNPFIT6g/S220/pipa.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29557457.post-8607203904821909076</id><published>2007-05-06T20:32:00.000-07:00</published><updated>2007-05-06T20:36:16.554-07:00</updated><title type='text'>Adiar...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Sinto o cheiro de um novo dia. Resolvo percorrer as ruas com os pássaros na sua barulheira matutina a importunarem o meu despertar ainda meio letárgico. Numa pequena ruela mais escondida encontro o café da D.Alice. Os anos passaram e tudo permanecia sempre na mesma. Na D.Alice apenas se salientava o aumento de rugas no rosto. Após os cumprimentos da praxe, reparo num homem cabisbaixo que se encontrava no canto a ler o jornal. Observando bem a cara, lembro-me de quem era. O Sr. Francisco. “Oh menina, sente-se aqui que já não a vejo há muitos anos!”. Sentei-me. Aquele pobre homem transpirava ânsia de viver. Aquele homem procurava por todos os cantos todos os pequenos nichos de carinho que pudesse encontrar. Após os discursos da praxe, do que faço ou deixo de fazer na vida, o Sr. Francisco lá me começa a contar a vida dele. Pelo que ia ouvindo, tudo se podia resumir a uma palavra, ADIAR. Adiar o amor, adiar a vida… No fim, questionei-me de tudo o que perco por adiar.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não pagar pequenas dívidas porque há tempo e agora é uma maçada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não tratar de assuntos burocráticos porque há tempo e agora é uma maçada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não limpar a casa porque há tempo e agora é uma maçada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não lavar a roupa porque há tempo e agora é uma maçada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não alimentar o gato porque há tempo e agora é uma maçada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não tratar de mim porque há tempo e agora é uma maçada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não resolver pequenos atritos diários porque há tempo e agora é uma maçada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não escrever uma carta a um amigo porque há tempo e agora é uma maçada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não telefonar a um amigo porque há tempo e agora é uma maçada.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não dizer amo-te a alguém especial porque há tempo e agora é uma maçada.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O tempo que se perde no adiar. O que se perde no adiar. Em resumo, a vida. Desleixo, irresponsabilidade ou preguiça?&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;À noite de volta ao meu refúgio, encontro na minha caixinha secreta encarnada algo que me faz acreditar que é possível alterar o adiar para outra coisa. Vasculho e surge “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” de Camões:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;pre&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Muda-se o ser, muda-se a confiança;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Todo o mundo é composto de mudança,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Tomando sempre novas qualidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Continuamente vemos novidades,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Diferentes em tudo da esperança;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Do mal ficam as mágoas na lembrança,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;E do bem, se algum houve, as saudades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;O tempo cobre o chão de verde manto,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Que já coberto foi de neve fria,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;E em mim converte em choro o doce canto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;E, afora este mudar-se cada dia,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Outra mudança faz de mor espanto:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Que não se muda já como soía.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Luís Vaz de Camões&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29557457-8607203904821909076?l=cantinhodesegredos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/feeds/8607203904821909076/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29557457&amp;postID=8607203904821909076' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/8607203904821909076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/8607203904821909076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/2007/05/adiar.html' title='Adiar...'/><author><name>Pipinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11399948822541567512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3TzLO6QSVYM/Si2HwyyHnuI/AAAAAAAAAMI/HrzZNPFIT6g/S220/pipa.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29557457.post-116345726144092388</id><published>2006-11-13T14:28:00.000-08:00</published><updated>2006-11-13T14:34:21.466-08:00</updated><title type='text'>O Tudo e o Nada...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;    Sentada na relva do pequeno parque ali existente. Perdida, procuro por todos os meios encontrar o sentido de tudo. Nada pode ser o tudo e tudo pode significar o nada. Fragmentos de mim dançam com as folhas sobre o auxílio do vento. Tento sobrevoar tudo como se fosse uma pequena folha de papel. Sinto-me leve e levada a qualquer lado desconhecido. O medo do nada apavora todas as seguranças. Frágil e imóvel deixo-me desfazer no meio do tudo. Tudo consome-me por nada. E por nada deixo-me ser consumida pelo tudo.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;    No meu refúgio secreto julgo encontrar respostas. Tirando um novo papel da minha caixinha encarnada encontro algo que tem a ver com o que sinto. “Quando estou só reconheço” de Fernando Pessoa&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;pre style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Quando estou só reconheço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Se por momentos me esqueço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Que existo entre outros que são&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Como eu sós, salvo que estão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Alheados desde o começo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;E se sinto quanto estou&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Verdadeiramente só,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Sinto-me livre mas triste.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Vou livre para onde vou,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Mas onde vou nada existe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Creio contudo que a vida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Devidamente entendida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;É toda assim, toda assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Por isso passo por mim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Como por coisa esquecida.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Fernando Pessoa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29557457-116345726144092388?l=cantinhodesegredos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/feeds/116345726144092388/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29557457&amp;postID=116345726144092388' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/116345726144092388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/116345726144092388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/2006/11/o-tudo-e-o-nada.html' title='O Tudo e o Nada...'/><author><name>Pipinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11399948822541567512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3TzLO6QSVYM/Si2HwyyHnuI/AAAAAAAAAMI/HrzZNPFIT6g/S220/pipa.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29557457.post-115492060693577219</id><published>2006-08-06T20:04:00.000-07:00</published><updated>2006-08-06T20:18:52.363-07:00</updated><title type='text'>Uma Ode ao Amor...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fui à praia. O sol radiava com tanta intensidade que parecia contagiar-me com a sua força. A temperatura da areia parecia reanimar o meu corpo. O mar estava tão agreste que mal conseguia aguentar-me em pé com a força das ondas a bater no meu corpo. Sentia-me dominada por aquela violência. Sentia que o sangue tinha voltado a fluir no meu corpo. Sentia que toda a dor tinha passado. Cada onda que rebentava parecia segredar-me através das gotas da água a bater no meu corpo que eu era capaz. Capaz de guardar no recanto mais escondido de mim toda a dor que passei. Cada arrastão que sofresse obrigava-me a erguer a cabeça novamente. Obrigava-me a seguir a vida em frente. Tudo aquilo que sofri parecia ter-se esvaziado. Tornou-se noutra coisa qualquer.&lt;br /&gt;Sentia que aquele pedido da noite anterior se tinha concretizado. Por momentos conseguia ter outras perspectivas. Criar novos sonhos. Ver um mundo diferente. A violência do mar tinha-se transformado num verdadeiro amigo. Daqueles que nos dizem não na hora certa. Daqueles que nos obrigam a sair do fosso mais profundo.&lt;br /&gt;De regresso ao meu mundo, pego na minha caixinha encarnada e leio outro papel. Mas este apenas tem um poema de Pablo Neruda – “Me gustas cuando callas” &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Me gustas cuando callas porque estas como ausente, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;y me oyes desde lejos y mi voz no te toca.&lt;br /&gt;Parece que los ojos se te hubieran volado&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;y parece que un beso te cerrara la boca.&lt;br /&gt;Como todas las cosas están llenas de mi alma&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;emerges de las cosas, llena del alma mia.&lt;br /&gt;Mariposa de sueño, te pareces a mi alma, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;y te pareces a la palabra melancolia.&lt;br /&gt;Me gustas cuando callas y estas como distante. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.&lt;br /&gt;Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:&lt;br /&gt;Déjame que me calle con el silencio tuyo.&lt;br /&gt;Déjame que te hable también com tu silencio &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;claro como una lámpara, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;simple como un anillo.&lt;br /&gt;Eres como la noche, callada y constelada.&lt;br /&gt;Tu silencio es de una estrella,&lt;br /&gt;tan lejano y sencillo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me gustas cuando callas porque estás como ausente.&lt;br /&gt;Distante y dolorosa como si hubieras muerto.&lt;br /&gt;Una palabra entonces, una sonrisa bastan.&lt;br /&gt;Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira ode ao amor que me embala num dos sonos mais profundos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29557457-115492060693577219?l=cantinhodesegredos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/feeds/115492060693577219/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29557457&amp;postID=115492060693577219' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/115492060693577219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/115492060693577219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/2006/08/uma-ode-ao-amor.html' title='Uma Ode ao Amor...'/><author><name>Pipinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11399948822541567512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3TzLO6QSVYM/Si2HwyyHnuI/AAAAAAAAAMI/HrzZNPFIT6g/S220/pipa.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29557457.post-115187938164113979</id><published>2006-07-02T15:28:00.000-07:00</published><updated>2006-07-02T17:03:47.066-07:00</updated><title type='text'>A dor...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sinto os meus olhos a encherem-se de lágrimas, mas impotente para chorar. Sinto o meu corpo a fraquejar. Olho para o mar, tento abstrair-me mas nada, nada consegue consolar a minha dor. Sentimento de perda ou mesmo frustração. Nem eu própria sei distinguir. O sol por muitos sorrisos que faça, as lágrimas nos olhos parecem as ondas no mar. Nem consigo reflectir o sol. Nem consigo desenhar sorrisos. Apenas sentir as lágrimas. Todo o ruído esboçado pelas ondas a bater nas rochas é impossível de ouvir. Apenas ouço o meu corpo triste. O coração a fraquejar, a dificuldade a respirar, o frio a passar-me pela espinha acima. O que se passa, porquê?&lt;br /&gt;Mal abro a minha caixinha encarnada, o meu tesouro, descubro que tem lá dentro apenas pequenos papéis escritos. Pequenas memórias escritas de um antepassado meu. Ainda não sei de quem, mas pela letra desconfio ser da minha avó. Pego no primeiro papel e leio.&lt;br /&gt;“Cada vez que pretendo que algo se resolva ou se concretize repito três vezes: Ó meu querido Espírito Santo ajuda-me”&lt;br /&gt;Mesmo não acreditando minimamente em religião. Nessa noite pedi que a minha dor passasse. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29557457-115187938164113979?l=cantinhodesegredos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/feeds/115187938164113979/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29557457&amp;postID=115187938164113979' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/115187938164113979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/115187938164113979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/2006/07/dor.html' title='A dor...'/><author><name>Pipinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11399948822541567512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3TzLO6QSVYM/Si2HwyyHnuI/AAAAAAAAAMI/HrzZNPFIT6g/S220/pipa.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29557457.post-115144335310920463</id><published>2006-06-27T14:17:00.000-07:00</published><updated>2006-06-27T14:22:33.116-07:00</updated><title type='text'>A caixinha encarnada...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;            Após um maravilhoso acordar dou por mim a reparar numa caixinha encarnada de veludo no cimo de uma estante com imensas bugigangas e livros antigos amarelos pelo pó. Sinto que descobri um tesouro. Um pequeno tesouro só meu. As pernas da caixinha eram um prateado já gasto, e todas trabalhadas. Sinto-me impotente de lhe tocar. Sinto que traz algo forte e grande lá dentro. Como se fosse algo tão pequenino que trouxesse algo tão grande.&lt;br /&gt;            - Ah! Já estás acordada! Bom dia! Vá, anda lá tomar o pequeno-almoço!&lt;br /&gt;            Desço as escadas, e sinto os macaquinhos da Guiné a dançarem para mim. O anjinho hindu levanta os braços como se me fosse abraçar enquanto olha para o outro anjo estático obrigando-o a deixar de estar com aquele ar de mártir e sorrir.&lt;br /&gt;            O pequeno-almoço era sempre tratado como qualquer outra refeição. Tudo sentado à mesa. Tudo ainda com um ar meio-ensonado. As conversas que pairam no ar são as da praxe. O se dormiu bem ou mal ou então o que vem no jornal do dia.&lt;br /&gt;            Mal saio porta fora, encontro novamente o meu amigo sol, a radiar energia e espalhar alegria por todos os lados. A rua parecia completamente oposta à que outrora tinha visto. A terra misturada com a areia já era dourada. As casas tinham ganho outra cor. As crianças brincavam na rua. Os mais velhos com os mais novos a encaminharem-nos para um dia de praia. Os mais jovens com as pranchas de surf ou body-board debaixo dos braços. No fundo da rua os velhos a jogarem à malha.&lt;br /&gt;            Continuo a andar. Encontro um convento ou castelo em ruínas. Nem faço ideia do que foi outrora. Muito menos como foi destruído. Um maremoto, um tsunami, uma guerra? De qualquer das maneiras a diferença não era muita. Seria destruído na mesma. A única diferença consistia se por mão humana ou pela própria natureza. Os arcos enormes ainda intactos arrepiavam-me. As paredes nas quais muito sangue terá ficado impregnado, serviam como um fóssil humano. Passeio por dentro e ao longo do trajecto parece que vou encontrando os vestígios da vida humana que por lá passou. Todos ou quase todos se foram. Todos ou quase todos não resistiram. Por instantes ou por várias horas a vida humana deixou de ter valor. Por instantes passou a zero. Mas continuava a existir sempre a esperança. A esperança de um dia, a esperança de uma boa ou má recordação.&lt;br /&gt;Por momentos só me lembrei do meu tesouro. A minha caixinha encarnada que naqueles instantes me parecia reconfortar.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29557457-115144335310920463?l=cantinhodesegredos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/feeds/115144335310920463/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29557457&amp;postID=115144335310920463' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/115144335310920463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/115144335310920463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/2006/06/caixinha-encarnada.html' title='A caixinha encarnada...'/><author><name>Pipinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11399948822541567512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3TzLO6QSVYM/Si2HwyyHnuI/AAAAAAAAAMI/HrzZNPFIT6g/S220/pipa.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29557457.post-115068628032155119</id><published>2006-06-18T20:02:00.000-07:00</published><updated>2006-06-19T15:45:59.370-07:00</updated><title type='text'>Noite e Dia...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De volta ao meu novo cantinho, olho para a mesinha de cabeceira e decido qual o livro que folhear. Dostoievski, Kafka ou Diderot? Será que era capaz de me sentir transformada numa aranha alucinada chamada Jacques inserida no último filme do Woody Allen? Não. Entre o som das folhas das árvores arrastadas pelo vento, conjugado com o som da água do mar a bater nas rochas, uma nuvem pequenina puxa-me pelos braços e transporta-me através da janela de madeira escura ao mais alto dos horizontes. Sinto-me a saltar de nuvem em nuvem sempre de mão dada com a minha nova amiga. Encontro as várias constelações a observarem-se espelhadas no mar. Cumprimento a lua, que me segreda ao ouvido que se sente mais jovem e viva que nunca. Longe do mar e perto da terra começo a ver o sol que me pisca o olho e aguarda o meu regresso, com o auxílio de um fio de água de chuva, para dar inicio a um novo dia. Acordo com o sorriso do sol reflectido no mar a dar-me os bons dias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29557457-115068628032155119?l=cantinhodesegredos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/feeds/115068628032155119/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29557457&amp;postID=115068628032155119' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/115068628032155119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/115068628032155119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/2006/06/noite-e-dia.html' title='Noite e Dia...'/><author><name>Pipinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11399948822541567512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3TzLO6QSVYM/Si2HwyyHnuI/AAAAAAAAAMI/HrzZNPFIT6g/S220/pipa.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29557457.post-115043107865323317</id><published>2006-06-15T21:08:00.000-07:00</published><updated>2006-11-13T15:12:31.583-08:00</updated><title type='text'>Estar...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hora de jantar. Desço as escadas que rugem por cada vez que os meus ténis tocam na madeira escura. Tudo à volta com meia dúzia de pendericalhos comprados em várias viagens. Uns macacos em pau santo da Guiné, uns Santinhos hindus da Índia, um santo qualquer comprado numa loja de antiguidades ali de Lisboa da Rua de S.Bento. Todos estáticos, todos sozinhos, sem direito à luminosidade que lhes desse vida, a oportunidade de contar a sua história.&lt;br /&gt;- Estás a gostar? A casa está um bocado diferente. Foi tudo remodelado desde que nos mudamos para cá.&lt;br /&gt;Sento-me. Eram pratos do serviço das Índias da Vista Alegre, era o faqueiro da Cutipol, os copos da Atlantis. Tudo, tudo apenas para um simples jantar. Tudo para servir para meia-hora de ingestão de alimentos com pseudo-conversas incluídas.E ali começam todos a falar enquanto vem a sopa trazida pela D.Alzira menosprezada por ser a simples empregada vestida de avental. Todos falam de tudo. Todos têm conhecimento de tudo e mais alguma coisa. Tudo sentadinho como deve ser, os cotovelos a não tocarem nas mesas, o nível de som das conversas homogéneo. O olhar a obedecer a certos intervalos de ângulos. E ali estou eu. Apenas a sentir o ruído de fundo. A observar a cara de mulheres e homens. A observar a tristeza espelhada nos olhos. A observar as caras embrenhadas no que é moralmente aceite.&lt;br /&gt;Por muito que me esforçasse o meu corpo não se conseguia adaptar, os meus ouvidos não conseguiam transmitir tudo ao cérebro para ser processado. Apenas me dava o direito de observar e articular meia-dúzia de letras combinadas nas palavras. Por momentos senti-me o amarelo do Convergence do Pollock colocado no fundo da sala. Por momentos senti fragmentos de mim no meio dos azuis, dos encarnados e dos brancos que sobressaem. Senti-me ali com o fundo a não importunar a minha presença. Simplesmente a vaguear. Vaguear em pensamentos e palavras. Tentar entrar no Pollock e seguir todo o meu trajecto. Mais saliente nuns instantes, noutros mais escondido. Por vezes interrompido pelo azul, outras pelo branco ou encarnado, ou então por todos em simultâneo. Mas ali estava. Simplesmente estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todas as cores se encontram e todas convergem para ideias alienadas de uma realidade supérflua imersa numa tela escorrida por tintas esvaziadas de contexto real introduzido num espaço aleatório a vaguear pela mente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29557457-115043107865323317?l=cantinhodesegredos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/feeds/115043107865323317/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29557457&amp;postID=115043107865323317' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/115043107865323317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/115043107865323317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/2006/06/estar.html' title='Estar...'/><author><name>Pipinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11399948822541567512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3TzLO6QSVYM/Si2HwyyHnuI/AAAAAAAAAMI/HrzZNPFIT6g/S220/pipa.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29557457.post-115032286895272430</id><published>2006-06-14T15:04:00.000-07:00</published><updated>2006-06-14T15:07:48.960-07:00</updated><title type='text'>A escolha...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Naquele quarto com as paredes desprovidas de qualquer sentido, procurava encontrar algo que me conseguisse aconchegar. Umas partes em madeira escura pareciam unir a parede bege. O tecto do quarto continha vários estrados da mesma madeira, todos paralelos entre si. Mal abro a janela de madeira, ainda com os cortinados a cheirar a mofo devido à humidade, vejo por instantes toda a razão da minha existência. Um sol fogueado escondido no meio das nuvens escuras espelhadas na água do mar. O ar húmido misturado com pequenos grãos de terra e areia a bater-me na cara. Aquela maresia adicionada ao sabor a tempestade. Por momentos sinto-me a flutuar no meio de toda aquela beleza. Por momentos sinto-me escolhida para algo muito importante e que não sei ainda o quê.    &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29557457-115032286895272430?l=cantinhodesegredos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/feeds/115032286895272430/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29557457&amp;postID=115032286895272430' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/115032286895272430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/115032286895272430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/2006/06/escolha.html' title='A escolha...'/><author><name>Pipinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11399948822541567512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3TzLO6QSVYM/Si2HwyyHnuI/AAAAAAAAAMI/HrzZNPFIT6g/S220/pipa.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29557457.post-115031607137422727</id><published>2006-06-14T13:10:00.000-07:00</published><updated>2006-06-14T14:20:48.446-07:00</updated><title type='text'>O começo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Adoro este tempo. Adoro este tempo escuro de trovoada e chuva. Transporta-me sempre para aquela praia longínqua. Para aquela praia onde chovia tanto que não conseguíamos distinguir os sons da chuva bater no mar e o do mar bater nas rochas. As ruas desertas, as casas cerradas, e eu ali andava. A desafiar a natureza, a sentir-me de braços dados, a entregar o meu corpo a algo mais poderoso. Olhava para todos os lados e lá observava os vários estilos arquitectónicos modernos. Todas as casas tinham uma história, todas diferentes, todas obedecendo a um determinado espírito. Umas mais à Art Deco, outras com um estilo arquitectónico orgânico, outras a high tech, mas tudo ali encaixava, os vários estilos interligavam-se. Mesmo tudo cerrado, mesmo caminhando sozinha na rua, com o céu escuro, aclarado com os trovões a tocarem no mar, com a chuva a bater-me na cara, lá continuava.&lt;br /&gt;Nem sequer me dava ao trabalho de acelerar o passo, apenas queria sentir o melhor que a natureza tem. Continuava imersa nos meus pensamentos, que nem eu própria consigo descrever. A chuva penetrava violentamente no meu corpo, os trovões caiam a metros de distância de mim, e nada, nada disso me impedia de continuar. Nada me impedia de continuar a andar e sentir se a água que me batia no rosto era a do mar ou a da chuva. Nada me assustava, nem a própria trovoada com um som ensurdecedor me incomodava.&lt;br /&gt;Apenas me incomodava sentir que aquele momento ia terminar, que aquela minha viagem ia acabar quando regressasse à vida mundana.&lt;br /&gt;- Mas tu és doida, já viste o teu estado? Porque é que não telefonaste? – Perguntaram-me isto e a minha vontade foi logo esboçar um sorriso. Quem é que me estragava um momento tão íntimo, tão meu, com uma pergunta tão fútil? Constipações, Gripes? Seria a natureza capaz de trair a sua própria filha? A filha que a ama, que se entrega de corpo e alma?&lt;br /&gt;De volta a retirar os trapos de dentro das malas. De volta a procurar adaptar aquela meia dúzia de metros quadrados a um espaço meu. Dispor os meus livros num canto onde nada pudesse tocar, transformar pequenos recantos em espaços que guardariam na memória tudo o que por lá deixasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29557457-115031607137422727?l=cantinhodesegredos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/feeds/115031607137422727/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29557457&amp;postID=115031607137422727' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/115031607137422727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/115031607137422727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/2006/06/o-comeo_14.html' title='O começo...'/><author><name>Pipinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11399948822541567512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3TzLO6QSVYM/Si2HwyyHnuI/AAAAAAAAAMI/HrzZNPFIT6g/S220/pipa.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29557457.post-115005166607680872</id><published>2006-06-11T11:46:00.000-07:00</published><updated>2006-06-11T11:47:46.083-07:00</updated><title type='text'>Vaguear...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vagueio por pensamentos como quem segue uma pequena porção de água num rio, tentar não olhar para trás e ver o que vem a seguir. Impor as minhas prioridades acima de qualquer coisa. Olhar para a vulgaridade com olhos diferentes. Olhar para o que sinto como uma passagem para outra coisa qualquer.&lt;br /&gt;Sentir que a vulgaridade que rege o homem, não me consegue atingir, mas sim obrigar-me a adaptar a ela.&lt;br /&gt;Todas as esperanças, todos os sonhos não passam disso mesmo, tudo o que lutamos e tudo o que pretendemos, só conseguimos aquilo que depende exclusivamente de nós. Se pensamos que alguém muda… não vale a pena…&lt;br /&gt;Espero que os próximos posts sejam mais alegres!!!&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29557457-115005166607680872?l=cantinhodesegredos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/feeds/115005166607680872/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29557457&amp;postID=115005166607680872' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/115005166607680872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29557457/posts/default/115005166607680872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cantinhodesegredos.blogspot.com/2006/06/vaguear.html' title='Vaguear...'/><author><name>Pipinha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11399948822541567512</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3TzLO6QSVYM/Si2HwyyHnuI/AAAAAAAAAMI/HrzZNPFIT6g/S220/pipa.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
